segunda-feira, 9 de julho de 2012


  • Cisnes

    Este cansaço de passar como que atado
    a coisas que ainda não foram feitas,
    parece o caminho incriado do cisne.
    E o morrer, esse desapegar-se
    do fundo em que diariamente estamos,
    seu tímido abandonar-se às águas
    que mansamente o acolhem e por serem
    felizes e já passadas, onda a onda,
    sob seu corpo se retraem;
    então, firme e tranqüilo,
    com realeza e crescente segurança,
    abandona-se o cisne ao deslizar.
    Rainer Maria Rilke

  • http://schsonia.blogspot.c

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