quarta-feira, 30 de maio de 2012

Com a força da mente

Uma rede de academias para o cérebro prometer melhorar
habilidades como concentração e memória.
O que a ciência tem a dizer - e o que você pode usar

Daniella Cornachione
  Estou me  exercitando há quase uma hora e o cansaço aumenta o desafio representado pelas quadro peças de madeira a minha frente. Não porque elas sejam pesadas, e sim porque mexem com uma parte de mim ou, mais especificamente, do meu cérebro, que costumo exercitar pouco: a visão espacial. Enquanto brigo com as peças para tentar encaixá-las do único jeito correto e formar uma pirâmide, minha mente passa de novo por um processo que se repetirá várias vezes nesta tarde, enquanto resolvo jogo de montar, faço contas sem usar calculadora eletrônica e enfrento desafios de memória, lógica e estratégia.
  Primeiro, sinto incômodo por ser desafiada a encontrar uma resposta. Depois, o receio de não conseguir resolver o problemas: em seguida, frustração e cansaço por falhar nas primeiras tentativas. Por fim, satisfação e orgulho ao chegar ao resultado certo e perceber que estou mais afiada a cada problemas resolvido. Uma parte de mim se diverte, outra acha que vai ter enxaqueca á noite. Mas isso deve ser normal na primeira vez que se vai a uma academia para o cérebro.
 O ambiente é o que se espera de um lugar criado para malhar os neurônios. Na  entrada da academia, chamada Supera, no bairro paulistano de Santana, há estantes com livros. Pelas salas silenciosas, espalham-se jogos como a tangram (um conjunto de sete peças achatadas que se combinam para formar diferentes figuras) e a torre de hanoi (três pinos em que se deve encaixar até oito rodelas de diferentes tamanhos, seguindo regras determinadas). Ao chegar a cada aula, o aluno recebe um soroban, um dispositivo usado para afazer cálculos no Japão, há 400 anos e em uma versão mais antiga, há mais de 2 mil anos, na China. O soroban combina com o ambiente com despojado e os mais 40 tipos de jogos, todos de madeira, sem nenhum componente eletrônico.
  Dependendo da habilidade cerebral que se queira exercitar, há atividades interativas. Numa delas, o grupo foi dividido entre os proibidos de falar, os de mãos amarradas e os de olhos vendados, todos trabalhando juntos para cumprir um objetivo.
  A rede Supera de academias para o cérebro foi criada em 2006 pelo engenheiro Antônio Carlos Perpétuo, formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Desde então, mais de 10 mil pessoas frequentaram as aulas em 64 unidades, 63 delas franqueadas, espalhadas por 15 Estados. As turmas podem ter até 12 alunos, que não evoluem em conjunto - cada um segue seu próprio ritmo. "As atividades tiram o cérebro da zona de conforto,", diz Perpetuo. "O objetivo não é treinar matemática. É dar estímulos diferentes dos que estamos acostumados". A ideia de ginástica para o cérebro não é nova e parece fazer sentido. Mas funciona?
  Perpetuo diz que funcionou para seu filho caçula, hoje com 16 anos. Aos 9, o menino tinha dificuldades para se concentrar na escola. O pai conta ter procurado ajuda de um psicólogo e de um psicopedagogo, sem chegar a um resultado satisfatório. Enquanto buscava orientação, conheceu o soroban. "Descobri que é uma ferramenta pedagógica fantástica, que poderia ajudar meu filho a desenvolver concentração e velocidade de raciocínio" diz.

As ONGS  devem ser não governamentais

O passeio do ministro deo Trabalho, Carlos Lupi, a bordo de um avião indicado por um empresário com convênios suspeitos em sua parta teve uma utilidade. Chamou a atenção para um problema relativamente novo do Estado brasileiro: a presença de ONGs em funções que nada têm de não governamentais e que costumam ser usadas como cobertura para desvio de recursos públicos. Dos  seis grandes escândalos  do governo Dilma Rousseff desde a posse, três envolvem ONGs. Em várias administrações estaduais e prefeituras, vive-se uma situação semelhante.
  É fácil entender o que aocntece. Num processo iniciado no governo de Fernando Henrique  Cardoso, que não sofreu  mudanças no governo Luiz Inácio Lula da Silva , a expansão das ONGs foi estimulada como argumento para reduzir o Estado e libertá-lo das pragas do empresguismo, da burocratização e do desperdício. A ideia era que, fora do governo, sustentadas pela sociedade civil - daí o nome "não governamentais", -, elas poderiam levar  ideias frescas e soluções  eficientes ao serviço público. Criadas, basicamente, para defender interesses privados, pressionado governantes e parlamentares por suas ideias, as ONGs  ganharam outra identidade, temível do ponto de vista dos bons costumes, quando passaram a assumir tarefas executivas do Estado.
  A partir de então, podiam  não apenas defender projetos teóricos. Passaram a embolsar dinheiro para levá-los á vida prática, sem necessidades de enfrentar licitações públicas ou difícil caminho que a democracia oferece para ideias  privadas sejam aceitas como políticas publica.. Como era previsível, o mundo das utopias e do trabalho voluntário rapídamente se transformou  num universo de deliquentes e serviço superfaturado. Ficou difícil distinguir  ONGs de "ONGs".
  Nesse momento em Brasília, as ONGs e o governo Dilma  discutem novas  regras de funcionamento. É uma inciativa oportuna, em especial afastar as ONGs da condição de órgãos paralelos e descontrolados da administração pública. O dever de formular e executar as políticas públicas decididas pela maioria cabe, numa  democracia, aos órgãos públicos. É para isso, afinal, que todos pagamos impostos.

terça-feira, 29 de maio de 2012

BELEZA
MICROSCÓPICA

O alecrim (Rosmarinus officinalis) visto em detalhes microscópicos inspirou a artista plástica Cristina Libardi a criar imagens  de rara beleza da planta. Essa ponte entre arte  e tecnológia foi realizada com a ajuda do professor Francisco Tanaka, do Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Escola  Superior  de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo. foi quando a artista teve a oportunidade de conhecer a estrutura molecular do alecrim em imagens  com até 30 mil vezes  de aumento, obtidas por meio  dos microscópios de luz e o  eletrônico de varredura. A partir  desses registros, ela trabalhou com softwares de manipulação de imagens, nas quais ressalta aspectos do relevo e da topografia da planta  a partir do emprego de cores e da alteração de características como brilho e contraste. Imagens híbridas que se assemelham a rendilhados e outras formas inspiradas surgem  como resultado da interlocução entre  tecnologia e arte.
No rastro
de um mito
da música
O cancelamento de
shows as lendas em
torno de João Gilberto


Mauricio Meireles
  A lenda diz assim assim;  como Buda, que atingiu a iluminação de-baixo de uma árvore, João Gilberto Prado Pereira de Oliveira descobriu seu dom de tocar violão ensaiando embaixo  de uma  tamarindeiro. Mas tarde, foi a Bahia para o Rio de Janeiro tentar a vida como músico. Sem dinheiro e atormentado, deixou a cidade em 1956. Viajou para Porto Alegre e Diamantina. Reapareceu em 1958, quando sua versão de "Chega de saudade" mudou para sempre a música nacional, inaugurando a bossa nova. Como Cristo, cuja vida os evangelhos só contam a partir dos 30 anos, não se sabe o que aconteceu com João naqueles dois anos de sumiço. Só se sabe que ele criou algo belo. E viu que era bom.
  A comparação bíblica é exagerada, mas assim os fãs de João Gilberto o tratam: com uma devoção quase religiosa. É o que mostra o livro Ho-ba-la-lá: á procura de João Gilberto (Companhia das Letras, 184 páginas, R$ 34), do alemã Marc Fischer, que conta sua peregrinação quase mística ao Brasil e as tentativas fracassadas de encontrar João, seu guru. Não conseguiu, claro.
  Recluso em seu apartamento na Zona Sul do Rio,  o homem que virou sinônimo da bossa nova quase não sai de casa e raramente recebe visitas. Aos 80 anos, radicalizou a misantropia, que, desde jovem, sempre foi uma de suas marcas. Na ausência do homem real, a multidão  de fãs cultiva e amplia o anedotário sobre ele. Dizem que ele fala com gatos e com mortos, toca violão 12 horas por dia e ás vezes uiva para a lua. Também é devoto do guru indiano  Paramahansa Yogananda (1853-1952), que jura ter aprendido a falar inglês milagrosamente.
 Sua ausência da vida social gera mal-entendidos. No ano passado, um perfil com seu nome apareceu no Facebook. O dono da conta trocou mensagens com amigos de João, falava como ele e conhecia histórias íntimas. Mas quem conhece o cantor nega que fosse ele. Seu isolamento é tanto que João não foi á homenagem que Juazeiro, sua cidade natal, na Bahia, prestou a seus 80 anos. Com devoção quase religiosa, a cidade preserva a cama em que ele nasceu. Quando o santo abandona o mundo, as pessoas cultuam suas relíquias.
  João tem o hábito conhecido de adiar shows - quando deveria ter iniciado a turnê comemorativa de seus 80 anos, marcada originalmente para estrear em 15 de novembro. O motivo foi um "problema de saúde". Comentou-se que, na verdade, o mito estaria deprimido Difícil saber. Mesmo quando aparece no dia e na hora marcados, joão ás vezes abandona a apresentação no meio. O ar-condicionado fez barulho, alguém suspirou na penúltima fila do teatro, a acústica precária do teatro desconcentrou o menestrel..."Eles quer que tudo aconteça, que o teto caia, tudo pegue fogo - só para ele não estar ali", diz uma de suas ex-mulheres, falando na inexpugnável timidez do artista.
  Na impossibilidade de encontrar seu ídolo, Fischer - um jornalista e autor de romances que se suicidou em abril, aos 40 anos - seguiu suas pegadas. Comeu o prato preferido de João, descobriu um sósia, encontrou o banheiro onde ele tocava violão e conversou com seus amigos. Os depoimentos tratam João Gilberto como ser sobrenatural. ""É preciso tomar cuidado para que ele não entre na gente e tome posse, feito uma jiboia", diz a cantora Joyce, que conviveu com João nos anos 1970. Como última tentativa, Fischer mandou uma carta ao cantor. Pediu para encontrá-lo. Sem sucesso. Numa madrugada, acordou com o telefone tocando. Do outro lado da linha, alguém pôs "Ho-ba-la-lá" para tocar. Serie ele, o inalcançável?
  Assim como João abandonou o público, o Brasil aparece ter abandonado o João. A turnê em comemoração a seus 80 anos demorou a vender todos os ingressos. Alguns estão encalhados. Há quem explique a dificuldade de vendas pelo preço, que varia R$ 500 a R$ 1.000. A vida está difícil para o homem, mas o mito continua em alta. "Esquisito quem, cara-pálida? As gerações que cultuaram vagabundos que fazem questão de ostentar limitações musicais vão achar alguém esquisito? João Gilberto é o mais cool dos cools", diz Caetano Veloso. Amém.

MENTE ABERTA
Um gênio do papel
e da tinta
David Mazzucchelli
levou dez anos
para criar uma obra
inovadora - ao largo
da revolução digital
Mariana Shirai

  Hoje em dia, as inovações costumam chegar na forma de bits. Elas são criadas para celulares, computadores e tablets - instrumentos digitais  que transformaram, radicalmente, o consumo de informação e arte. O quadrinista americano David Mazzucchelli fez difederente. Eles passou dez anos trabalhando numa obra totalmente inovadora - e totalmente concebida para o papel e a tinta. Seu romance gráfico (graphic novel) "Asterios Polyp (quadrinhos na Cia., 344 páginas, R$ 63), lançado em 2009 e que chega ao Brasil,  foi aclamado como obra-prima pela crítica e recebeu os princípios prêmios da área, o Eisner e o Harvey. "Asterios Polyp é um divertimento deslumbrante e habilmente construído, ainda que ás vezes seja enlouquecedor e mesmo sufocante", escreveu Douglas Wolk, do jornal americano The New York Times.
  O atraso da edição brasileira se deve principalmente ás negociações necessárias para preservar a visão original de Mazzucchelli. Ele acompanhou todo o processo de edição do volume, impresso na China em papel japonês reciclado. Os pedidos feitos por ele, do tipo certo de tinta e mudanças na tradução de Daniel Pellizzari, revelam algo de sua personalidade quase desconhecida. Mazzucchelli vive recluso, quase não dá entrevistas e raramente  se deixa fotografar.
  Aos 51 anos, ele virou uma lenda, que se apoia numa obra respeitada no mundo da cultura pop. Em parceria com Frank Miller (Sin city), na década de 1980, Mazzucchelli ajudou a deixar as HQs de super-heróis mais maduras. Também com Miller, imprimiu um estilo sombrio a personagens como Batman e Demolidor. As lendas do universo dos quadrinhos dizem que ele recusou propostas milionárias as para desenhar a série X-Men. Queria ser totalmente independente. O principal resultado dessa decisão veio depois de dez anos de trabalho, na forma de Asterios Polyp.
  O livro narra as aventuras de um arquiteto renomado por seus livros teóricos, mas que nunca viu um projeto seus sair do papel. Arrogante e egocêntrico, aos 50 anos reavalia sua vida após o fim de um casamento e um incêndio que destrói seu apartamento. As idas e vindas entre passado e presente são entrecortadas por digressões que mostram a visão dos personagens sobre temas graves, como medos, religião ou tempo. "O livro é muito rico, contém muitas chamadas, por isso produziu tantas discussões na internet", diz o editor do volume nacional, André Conti.
  Asterios Polyp encanta principalmente por seus atributos gráficos. Nenhuma decisão de Mazzuchchelli é gratuita. Cada personagem tem uma identidade visual particular. A cor, a forma e até a caligrafia usadas nas falas os distinguem - e isso ajuda o leitor a imaginar o som de suas vozes. O mundo de Asterios é composto de formas geométricas azuis. Hana, sua ex-mulher escultora, vê tudo a partir de risquinhos cruzados vermelhos, como num esboço. É encantador ver os universos dos dois, tão diversos, se mesclando no trecho em que eles se conhecem (foto ao lado0. Em tempos de tablets e livros eletrônicos, ter Asteri Polyp em mãos renova o prazer de leitura em papel.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

EM 2011, O INSTITUTO OLGA KOS COMPLETA QUATRO ANOS DE PAIO A PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL. POR MEIO DO ESPORTE E, PRINCIPALMENTE, DE OFICINAS DE ARTE, PROMOVE A INCLUSÃO DAQUELES QUE COSTUMAM FICAR Á MARGEM DA SOCIEDADE

Faz 30 anos que o engenheiro Wolf Kos e sua mulher, pediatra Olga, iniciaram uma coleção de arte com mais de 1.200 obras. No acervo, telas de artistas como Lasar Segall,  Salvador Dali, Tarsila  do Amaral, Mira Schendel, Tomie Ohtake, Di Cavalcanti e Portinari, além de esculturas, gravuras e fotografias. Wolf trabalhava no ramo imobiliário e a vida andava bem - até que, em 2006, teve de passar por uma cirurgia cadíarca. Foi um procedimento simples, mas que trouxe uma sequela inesperada: uma infecção hospitalar que o deixou internado por seis meses e quase o matou. "Foram tempos difíceis".  Lembra Olga. "Além de torcer por sua recuperação, a única coisa que podíamos fazer, enquanto estávamos no hospital, era assistir á televisão."
  Mal sabiam eles, na época, que justamente a programação televisar mudaria para sempre a vida de ambos. Estava no ar, na Rede Globo, a novela Páginas da vida. Uma das questões centrais da trama era a rejeição da criança Clara, portadora de síndrome de Down. "O Wolf  se envolveu com a história e decidiu que, caso ficasse bem de saúde, fundaria um instituto voltado á educação de pessoas como ela", diz Olga. Com dois filhos e dois netos - nenhum deles deficiente -, o casal acreditou na causa e cumpriu a promessa. Assim que ele teve alta, começou a procurar patrocinadores para ajudá-lo na empreitada. "Foi o primeiro desafio. Achei que seria simples - tenho muitos amigos que dirigem bancos e grandes empresas, mas poucos estavam realmente dispostos a investir", diz Wolf.
  Foi aí que ele decidiu  colocar sua coleção de obras á  disposição. Sem pestanejar, doou  todo o acervo para o recém-inaugurado instituto, para o qual deu o nome da mulher  (ela abriu mão da profissão para capitanear o projeto). Ambos decidiram que utilizariam a arte para resgatar a autoestima e incluir socialmente pessoas com deficiência intelectual. "São ´crianças´ - independentemente de terem 10 ou 60 anos - á margem da sociedade", diz Wolf. "O que fazemos não é simplesmente  dar um hobby. A ideia é ajuda-las a se desenvolver física e intelectualmente, para depois, se for o caso, poder inseri-las no mercado de trabalho."
  O primeiro projeto do instituto chama-se Resgatando Cultura.  O intuito é dar espaço  para obras de artistas contemporâneos com a publicação de livros de arte. Wolf  atraiu nomes como Gustavo Rosa, Isabelle  Tuchband e  Marysia Portinari. Em troca do livro publicado, cada um deles ministra oficinas de arte para as "crianças". "Os resultados foram impressionantes, com trabalhos maravilhosos", afirma Olga. Viviane Campagna, mãe de Alexandre, 17 anos conta que a concentração dele até melhorou após participar das aulas. "Ele sempre estudou em escolas regulares, mas não, gostava muito de artes. Seus trabalhos eram repetitivos. Agora, no Olga Kos, tudo mudou: ele está mais criativo e focado", diz. Ao fim  de cada oficina, há um grande evento de lançamento do livro, exposição e venda de obras do artista e das crianças.
  Parte da renda obtida com a venda dos livros e das obras (do artista e das crianças) vai para o instituto. Outras parte retorna para eles. "É muito importante, para o deficiente intelectual, sentir-se útil", diz Wolf. "Para algumas famílias, aquela pessoa por vezes representa um estorvo.  A partir do momento em que ela consegue gerar uma renda, a dinâmica muda. Ela  é visa com admiração."  Pensando nisso de forma mais ampla, o Olga Kos foi responsável por idealizar o primeiro concurso público para pessos, com deficiência intelectual. Em parceria com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), dois jovens foram contratados para exercer funções administrativas em 2009. Além de acompanhamento psicológico para eles, o instituto também aconselhou chefes e funcionários do conselho, para ajudá-los a lidar com pessoas com deficiência.
  Outros projetos são o  Pintou e Síndrome do Respeito e Karatê e Taekwondo para Deficientes Intelectuais. O primeiro é ligado  ao Resgatando Cultura e contempla oficinas de pintura, escultura e fotografia. O segundo é um projeto esportivo que visa a resgatar a confiança e a autoestima. "Muitas  delas são resguardadas pelas famílias e interagem pouco. Depois das aulas, elas melhoram insclusive as funções motoras - uma das que participaram mal conseguia se levantar. Hoje, ela anda normalmente", conta Wolf.
  Quase 1.500  crianças - de  organizações como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae-SP) e a Associação para o Desenvolvimento Integral do Dow (Adi) - já passaram pelas oficinas promovidas pelo Instituto Olga Kos. Os resultados, medidos por psicólogos e  empresas especializadas em pesquisa, são excelentes: há melhoras significativas na fala, memória, expressão, linguagem e agressividade. "Fazemos questão de ter essa auditoria sempre presente, até para sabermos onde temos de melhorar", afirma Wolf. Tanto cuidado rendeu ao instituto uma dezena de prêmios, entre eles o de Cultura e Saúde, do Ministério da Cultura, e do  Conselho  Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (CMDCA).

domingo, 27 de maio de 2012

PARCERIA ENTRE GIGANTES


A dinamarquesa Novozymes, produtora de enzimas industriais, e a brasileira Dedini Indústrias de Base, de Piracicaba, no interior paulista. fizeram uma parceria para dar continuidade á pesquisa e ao desenvolvimento de uma rota tecnológica para a produção de etanol celulósico no Brasil a partir da palha e do bagaço da cana-de-açúcar. Em fevereiro, a Novozymes apresentou a primeira enzina comercialmente viável para a produção de etanol celulósico. A Dedini, fabricante de equipamentos para o mercado sucroalcooleiro, desenvolveu um processo químico de hidrólise com ácido diluído utilizando um solvente de lignina. O objetivo da parceria é desenvolver um processo que utiliza a rota da hidrólise enzimática a partir de resíduo da cana e que resultará na implantação de uma usina de demonstração, integrada a uma refinaria. O Brasil é o maior produtor mundial de cana, com uma moagem superior a 600 milhões de toneladas ao ano.
TESTE NACIONAL
PARA H1N1


Um kit com tecnologia nacional que reúne em um produto os reagentes biomoleculares utilizados para detecção do vírus da influenza H1N1 está sendo fabricado por um consórcio formado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológico, no Rio de Janeiro, e o Instituto Carlos Chagas, no Paraná, e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Os reagentes multiplicam o material genético do vírus, o RNA viral, tornando possível a sua identificação. No primeiro lote fora, fabricados 30 mil testes para detectar a doenças em pacientes internados com suspeita de gripo, em casos de surtos em comunidades fechadas e  para investigar óbitos. Os laboratórios do consórcio têm capacidade para produzir 80 mil testes por mês. As principais vantagens do diagnóstico brasileiro em relação aos do exterior são o preço em média R$ 45,00 ante R$100,00 a R$ 150.00 dos importados - e o menor tempo de análise, que passou de oito para quadro horas.



A tristeza de folhetim


Marlyse Meyer foi uma
notável pensadora
da cultura brasileira


 Ela foi chamada carinhosamente pelo amigo Antonio Candido de "animal acadêmico', infelizmente uma espécie rara e em extinção. A morte de Marlyse  Meyer (1924-2010) é a perda de uma notável pensadora da cultura brasileira, em seus altos e baixos estudos ( como ela, aliás, nomeou o grupo de pesquisa que criou na USP, em 1975), sempre ativa embora estivesse aposentada do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o que, no entanto, não a impediu de continuar a escrever e orientar discípulos. Deixou poucos mais ótimos livros em face da grandeza intelectual: Folhetim, uma história (Campanhia das Letras 1997), o seu maior prazer"; Pirineus, caiçaras; deambulações literárias (Unicampo, 1991); Surpresas do amor;  a conversação no teatro de Marivaux, sua tese de doutorado (Edusp, 1993); Caminho do imaginário no Brasil (Edusp 1993); As mil faces de um herói canalha (UFRJ), 1988); e organizou Do Almanack aos Almanaques (Fundação Memorial da América Latina e Ateliê Editorial, 2001).
  Entrou para a literatura, segundo dizia, "por falta de coragem", queria fazer história ou ciência sociais, mas a primeira "tinha desenho por causa dos mapas", e a outra "estatística". Num cursinho pré-vestibular conheceu Antonio Candido, uma amizade contínua e intensa. Conheceu o marido, o físico Jean Meyer, na Faculdade de Filosofia e acampanhou-o quando ele foi trabalhar na Europa, de início na Itália, onde ela estudou e deu aulas na Faculdade de Letras de Veneza, e depois na França, onde lecionou no Institut d`Estuded Luso-Brésiliennes. Estava para voltar para o Brasil nos anos 1960, mas o golpe militar e o AI-5 adiaram seu retorno, que só aconteceu em 1975. Viveu o 1968 na França e, ousada, pedia aos alunos que traduzissem panfletos para os operários portugueses da Renault.
  Antonio Candido a queria na USP, mas ela acabou indo apara a Unicamp, em busca de um emprego rápido e necessário, tornando-se professora do Instituto de Artes por causa de sua tese sobre teatro. Adorava estudar "romances de segunda linha" e novelas (que sugeria aos alunos como forma de melhor entender os folhetins), aventurou-se a pesquisar candomblé e gostava de dizer, por causa de tudo isso, que "eu era pós-moderna e não sabia",. Ganhou o Prêmio Jabuti, em 1997, por seu livro Folhetim e ficou famosa ao traduzir Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, para o francês.

sábado, 26 de maio de 2012

Na Mata Atlântica 59%
das árvores são raras e podem desaparecer

Francisco Bicudo
 Durante três anos a bióloga Alessandra Nasser Caiafa atravessou o país algumas vezes para mapear a diversidade de árvores da Mata Atlântica, a vegetação densa e viçosa que já ocupou quase toda  costa-brasileira e abriga muitas espécies de plantas r animais encontradas de extinção. Na jornada ela não precisou de botas nem facão: analisou 225 documentos científicos (livros,, teses e artigos) guardados nas 28 instituições de pesquisa que visitou entre 2004 e 2007. Caminhando pela mata, Alessandra só conseguirá cobrir nesse tempo uma parte pequena da vasta área já percorrida por outros pesquisadores.
  Nessa leitura, a bióloga mineira, atualmente professora da Universidade  Federal do Rocôncavo da Bahia (UFRB), Atlântica é considerada um dos eco-sistemas mais ricos do mundo em diversidade de espécies. No trecho que vai do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul há 846 espécies de árvores, no franzino cambuca-peixoto (Plínia rivularis), que não passa  de quadro metros de altura e produz frutos avermelhados semelhante á jabuticaba, ao portentoso jequitibá-branco (Cariniana estrellenssis), o gigante da floresta em tupi-guarani, que pode atingir 60 metros de altura.







sexta-feira, 25 de maio de 2012

Não basta TER ASAS
As aves se adaptaram á escassez
de alimento e de
oxigênio durante o voo
  Muitos fósseis encontrados na China nos últimos anos estão ajudando a entender melhor como e quando as aves surgiram e começaram a voar. Um dos mais recentes, apresentado em setembro de 2009 na Nature, é o Anchiornis, animal com apenas e quatro asas que viveu há cerca de 150 milhões de anos, 10 milhões de anos antes do Archaeopteryx, até apareceer outro fóssil mais antigo, iniciou a formação de um grupo de animais caracterizados principalmente pela habilidade de voar, ás vezes milhares de quilômetros, como as aves migratórias. "Hoje, 90% das espécies de aves voam", diz o iólogo José Eduardo Bicudo, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e principal autor do Livro Ecological and environmental physiology of birds, publicado em fevereiro pela Universidade de Oxford, Inglaterra. Seus estudos, somados aos de outros especialistas, indicam que as aves conseguiram  voar não só porque ganharam asas e penas próprias para o voo, mas também porque  ganharam adquiriram adaptações fisiológicas que lhes peritem voar durante semanas em altitudes elevadas, onde há pouco oxigênio, bem acima do que o ser humano consegue chegar,  a não ser por meio de avião.
  "O princípio  fisiológico é simples : quanto menos carga levar durante a viagem, melhor", diz Bicudo. Antes da partida, os músculos que ajudam a voar ganham volume, mas depois atrofiam á medida que a viagem está correndo. Outra peculiaridade é a eficiência digestiva."As  migratórias podem aumentar ou reduzir a produção de enzimas digestivas, se têm muito pouco alimento. Se não têm alimento, as células dos sistema digestivo morrem e o trato digestório encolhe á metade  do volume inicial. Quando  acaba o jejum, o estômago, os intestinos e figado    fazem novas células e voltam ao volume normal".
  Ver aves de  rapina planando sobre a cordilheira do Himalaia, a 9 mil metros de altitude, podes ser um belo espetáculo para nós, embora para as aves provavelmente seja  desconfortável: em altas altitudes, faz muito frio e a concentração de oxigênio  é baixa. "Elas superam as dificuldades por meio da eficiência respiratória", conta Bicudo. E um artigo publicado em 2006 na Integrative and Comparative Biology, Douglas Altshuler, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, e Robert Dudley, do Smithsonian Institute, descrevem os mecanismos fisiológicos que permitem o voo em altitudes elevadas - e vão além dos sacos aéreos, bolsas conectadas aos pulmões e aos ossos que deixam o esqueleto mais leve. Os pulmões das aves extraem quase todo o oxigênio do ar e a hemoglobina delas tem maior capacidade de ligar-se e de desligar-se do oxigênio que a humana.
  Conhecidas pelo olhar arguto, as aves podem ter também olfato razoavelmente apurado. "Muitas espécies de aves marinhas detectam dimetilsulfato, substância gerada por peixes em decomposição, que lhes serve  para a navegação e procura de alimentos. Os albatrozes têm um voo relativamente aleatório até encontrar um cardume de peixes que exala dimetilsulfato", relata Bicudo. Além, do olfato desenvolvido, embora por décadas tenha sido desconsiderado, outro conceito que pode surpreender é que o cérebro de mamíferos e o da aves, mesmo morfologicamente bem diferentes, têm estruturas funcionais equivalentes - uma conclusão que põe por terra a expressão cérebro de galinha para designar pessoas pouco inteligentes. "Os pombos podem memorizar 400 padrões de cores", argumenta Bicudo. É também por meio do sistema nervoso que as aves detectam o eixo magnético da Terra e identificam o norte ou o sul.


O PROJETO
Estudo comparativo dasinterrelações de fatoresontogenéticos e ambientais sobrea endotermia de Melipona bicolorLepeletier - n° 2002/13973-2

MODALIDADE

Bolsa de Doutorado (Denise loli)


COORDENADOR
José Eduardo Pereira Wilken
Bicudo - IB-USP
INTERESSE NO ETANOL
Representantes de um consórcio sul-africano formado pela empresa Industrial Development Group (IDG) e o fundo de investimentos Imphandz vieram ao Brasil conhecer tecnologias de produção de bionergia. O consórcio está investido em áreas para a produção de etanol em Moçambique, Guiné República do Congo, Suazilândia e Zâmbia, em uma área total de 210 mil hectares, com potencial para produzir 1 bilhão de litros desse biocombustível por ano. "Temos interesse no modelo do Brasil, na área de bioenergia, e pretendemos usar a tecnologia na área agrícola e industrial"., declarou o presidente do consórcio, Mxolisi Mbetse, em reunião em Brasília na sede da Embrapa Agroenergia. O governo da África do Sul pretende misturar de 10 a 15% de álcool na gasolina até 2013 e optou por não usar milho na produção de etanol, para evitar uma possível competição entre culturas energéticas e alimentares. Andrew Mthembu, diretor-presidente da Imphandz, declarou-se interessado nas possibilidades de cooperação que incluem desde a tecnologia agrícola at´´e a montagem de carros flex na África do sul.
ARTE NA COLEÇÃO
A Ars, revista do programa de Pós-Gradução em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Arte da Universidade de São Paulo (ECA-USP). acaba de ser incluída na coleção de publicações da Scientific Eletroni Library- On-Line (SciELO). A Ars é a primeira revista da ECA-PUC na biblioteca eletrônica de acesso aberto. Reúne trabalhos produzidos nos meio univesitário ou fora dele, e é editada pelos professores Gilberto Prado, Sônia Salzstein e Marco Giannotti.
DESAFIO DA ESCOLA DO MASP
  Desde abril de 2010 a Escola do Masp está passando por um processo de expansão dos cursos oferecidos para, em breve, assumir três andares da nova sede administrativa que está sendo reformada ao lado do museu, na Avenida Paulista.
  As principais mudanças são as implantações artísticas e de cursos práticos, como já citados anteriormente. Além disso, buscamos conciliar as atividades da Escolas com as exposição em cartaz. Um bom exemplo disso será o curso de arte urbana no segundo semestre, que acontecerá em paralelo à exposição de mesmo tema chamada De dentro e de fora do Masp,  com curadoria de Teixeira Coelho e Baixo Ribeiro, da Choque Cultural - principal  galeria de arte urbana na cidade de São Paulo.
"Para nós , mais importante do que a formação individual de cada um é a perspectiva de que o conteúdo aprendido seja multiplicado em projetos nas comunidades."
  Neste ano estamos iniciando também uma série de ações paralelas e complementares aos cursos: idas a concertos depois de uma preparação dos alunos com relação ao programa que será executado e viagens culturais a outros museus e ateliês de artistas. site www.masp.art.br.
Instituto Pró-Livro e o sonho do Brasil leitor


  A união dos esforços da Câmara Brasileira do livro (CBL), do Sindicato nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros) resultou  na criação do Instituto Pró-Livro (IPL). O objetivo desse vínculo de peso, que ocorreu em 2005, é dar fomento ao livro, ou,  como enfatiza sua própria missão, "contribuir para o desenvolvimento de ações voltadas a  transformar o Brasil em um país leitor".
  As ações do IPL acontecem por meio de apoio a projetos de leitura de diversas entidades, sempre  de forma lúdica, sedutora  e atraente, visando aumentar o desejo das crianças - seu público alvo - em relação ao livro. Na Bienal  Internacional de São Paulo de 2010, por exemplo, os jovens  literalmente entravam no livro pelas histórias clássicas e imagens  digitais sobre o tema  "Livro  é uma Viagem",. Além desse mote, as atividades que aproximavam os leitores do livro,  seus atores e mecanismos são objetos constantes de pesquisa e observação por parte do instituto.
  Segundo o IPL, mesmo com a dura realidade do ainda insatisfatório resultado brasileiro no Pisa (sigla em inglês para Programme for Internacional Student Assessment - Programa Internacional de Avaliação de Alunos)", o ambiente atual é favorável. Isso porque a cada dia o tema  ganha mais importância, e assim observa-se enorme preocupação com a leitura entre todos os setores, desde escola e governo até instituição privada. "Existe um aumento da conciência sobre o tema, e a preocupação é grande para reverter o quadro. Ações pulverizadas e boas estão em alta, mas inda são minoria. Mesmo assim, em razão do aumento da conciêntização da sociedade, surgem políticas mais efetivas e práticas", destaca Zoara. E complementa: "Creio que um bom caminho é investir na formação e capacitação de professor,  pois um ensino de qualidade é fundamental para a compreensão, incentivo e adesão á leitura".
  As ações do IPL centram foco nas crianças de 6 a 12 anos do Ensino Fundamental. Entre os mecanismos incentivadores da leitura, a família ainda é a instituição que carrega a maior importância, superando até o papel da escola na faixa etária mencionada. Contar histórias de forma lúdica, brincando, ou mesmo na hora de dormir, participar de Bienais e frequentar livrarias são ações apontadas como motivadoras, garantias de bons resultados. Por meio delas é possível  apresentar aos pequenos o livro como objeto mágico de desejo, repleto de histórias e conhecimentos. As próprias livrarias também colaboram, pois atualmente dispõem de espaços  apropriados para curiosidade. Ou seja, em ambiente acolhedor permitem mexer no livro, brincar, ouvir contação de história, entre outros.
**Mesmo com  aumento em algumas posições, conforme os dados publicados em 2010 (última edução do Pisa), o Brasil está 53ª colocação entre os 65 países pesquisados no estudo elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).Texto tirado da Revista Páginas Abertas Paulus

quinta-feira, 24 de maio de 2012

BELEZA MICROSCÓPICA
O alecrim (Rosmarinus officinallis) visto em detalhes microscópicos inspirou a artista plástica Cristina Libardi a criar imagens de rara beleza da planta. Essa ponte entre arte e tecnonologia foi realizada com a ajuda do professor Francisco Tanaka., do Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo Foi  quando a artista teve a oportunidade de conhecer a estrutura molecular do alecrim em imagens com até 30 mil vezes de aumento, obtidas por meio dos microscópio de luz e o eletrônico de varredura. A partir desses registros, ele trabalhou com softwares de manipulação de imagens, nas quais ressalta aspectos do relevo e da  topografia da planta a partir do emprego de cores e da alteração de características como brilho e contraste. Imagens híbridas que se assemelham a rendilhados e outras formas inspiradas surgem como resultado da interlocução entre tecnologia e arte.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ética/Por Mario Sergio Cortella*

Ética, educação e meio ambiente**
  Ética e meio ambiente. Pareceria coisa muito estranha se um professor ou uma professora estabelecesse relação entre esses dois pares. Afinal de contas, dá a impressão, as vezes de que ética lida só com sociedade, lida só com pessoas, com seres humanos na relação entre nós. E quando se fala em ética e meio ambiente, há uma cera estranheza, supondo, por exemplo,que nossas relações com o mundo, com a natureza, com os outros seres vivos, com as outras formas de existência que o nosso planeta carrega, deveriam da  biologia ou até como felizmente cada vez mais acontece, da ecologia.
  Uma vez, um grande historiador britânico chamado Arnold  Toynbee (1889-1975)escreveu uma obra de História intitulada A Humanidade e a Mãe Terra.  Nesta obra, logo no prefácio, ele aponta uma ideia que vez ou outra volta á cena, que é a noção de biosfera, ou seja, que o nosso planeta - e nós, claro, dentro dele - é uma esfera de vida, é uma bola de  vida, e que o próprio planeta Terra seria um ser vivo. Tal como temos em nós, homens e mulheres, outros seres dos habitantes deste ser vivo, que é o próprio planeta.
  Essa teoria não é sempre aceita no dia a dia. A ciência vez ou outra a discute;  não é algo tão aceitável, mas ela nos aponta ao menos uma referência. O conjunto do nosso planeta, a nossa Terra, como um todo e, sem dúvida, mais extensamente o nosso universo, é ele sim, este planeta, um ser onde a vida pulula, a vida ferve, a vida existe há pelos menos, pelo que se calcula, 5 bilhões de anos.
  Nós, homens e mulheres, não somos a única forma de vida. Nada nos dá legitimidade para supor que sejamos os proprietários da vida que neste planeta está. Ao contrário, não somos proprietários somos usuários compartilhantes. É importante que as nossas alunas e a os nossos alunos, e nós também, entendam o que significa isso. Somos usuários compartilhantes, isto é, o planeta, ele é por nós usável como o nosso lugar de vida, como a nossa casa, mas nós o compartilharmos com outras formas de vida. Este planeta é o lugar onde nos abrigamos, onde nos protegemos e onde outras bilhões e bilhões de formas de vida também o fazem. Relembremos: a ciência calcula que, afora a espécie humana, por nós chamada de bomo sapiens,  no nosso planeta haja mais de 30 milhões de espécies diferentes com bilhões, infinitamente bilhões, de seres vivos.
  Só para se ter uma ideia do que isso significa, em cada ser humano, cada um de nós, você e eu, há mais seres vivos agora do que o número de seres humanos que há no planeta. Vivendo em você, vivendo em mim. Uns estão conosco há 30 anos,  dependendo da idade, ou há 20, 50 anos. Outros têm 10,15 metros de comprimento. Outros acabam de chegar em nós. O nome desta capacidade de viver sem anular a outra forma de vida, ou seja, de convivência biológica, o nome disso é simbiose. A expressão "sim", em grego, significa "junto" e "bio" é a própria ideia de vida.
  E a vida é um  estupendo mistério. Nenhum de nós tem clareza sobre as origens de fato. A ciência busca apontar, e também a religião, a filosofia e a arte, mas nós não temos toda a clareza. No entanto, esse mistério aponta para nós uma direção. Esse é um mistério do qual cada forma de vida faz parte contínua, e um dos modos como a vida se manifesta é em você ou em mim, no teu aluno, na tua aluna. Nós precisamos colocar isso dentro do nosso trabalho pedagógico para que não nos apareça uma coisa perigosa, que fratura, que quebra a relação da ética com o meio ambiente, que é a arrogância.
  Cuidado, você e eu, com a arrogância. Nós, humanos, somos muito arrogantes em relação ao planeta. Por exemplo, como  dissemos, muitas vezes nos consideramos proprietários desse planeta, e não usuários. Atenção: para cada homem e mulher que há no planeta existem 7 bilhões de insetos. Imagine, e eu sempre brinco com isso, e se hoje á noite  só os teus vêm te visitar? Aqueles que te cabem nessa proporção. Vêm lá, batem na porta do teu quarto e falam: "Qual é? O que vocês acham que estão fazendo com o nosso planeta? Vocês acham que são proprietários dele? Não são".
  Nenhum de nós pode ser arrogante a ponto de supor que o planeta é propriedade nossa para fazermos o que quisermos. Cada vez que a gente afeta qualquer coisa do equilíbrio da ecologia do nosso planeta, nós somos afetados. Cada vez que infectamos a água, cada vez que desperdiçamos recursos, cada vez que a gente destrói uma floresta sem reposição, cada vez que atingimos uma outra forma de vida de maneira maléfica, vitimamos e somos vitimados. Muita gente supõe que quando se fala em ecologia não podemos mais tocar na natureza. Ao contrário, faz parte desse equilíbrio que os seres vivam em inter-dependência, existe até cadeia alimentar entre os vários seres.
  A questão é outra: é a suposição que alguns homens e mulheres têm de que nós fazemos o que queremos no planeta. "Ele nos pertence, se a gente o quiser para o nosso uso, a gente escava, destrói o meio ambiente, queima floresta, agride e maltrata outros animais, quebramos a possibilidade de a nossa atmosfera ser respirável". Afinal de contas, diriam alguns: "Nós somos livres. A gente faz o que quiser".
  O que você e eu,  com os teus alunos e alunas, temos de ter clareza é que somos um ser importante, um ser com um nível de evolução positiva bastante grande entre as espécies.
  Exatamente por isso precisamos ter consciência do que fazemos, para proteger a vida em vez de ameaçá-la
*Mario Sergio Cortella é filosofo, com mestrado e doutorado em Educação pela PUC-SP, na qual atua  desde 1977, e é professor-titular da pós-graduação em Educação.
**Exceto organizado pelo autor e extraído de CORTELLA. M.S. A escola e o conhecimento: fundamentos epistemológicos e políticos. 13ª ed., São Paulo: Cortez, 2009
ROBÔ CENTOPEIA
Um inseto robô com centenas de pés minúsculos foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. São  512 pés dispostos em 128 grupos de quatro, sendo que cada um deles é composto de um fio metálico imprensado entre dois materiais diferentes, um dos quais se expande mais do que o outro sob o calor. Quando uma corrente elétrica passa através dos pés, o fio aquece os dois materiais. Mas como um dos lados se expande mais do que o outro, a perna se movimenta como um onda. O modelo tem capacidade para transportar cargas pesadas e se mover em qualquer direção. Os robôs pesam meio grama, medem alguns centímetros e têm espessura equivalente á de uma unha. Esse tamanho pequeno se constitui em uma vantagem na construção de dispositivos móveis para coletar amostras ambientais.
PESQUISA FAPESP
ELETRICIDADE DO VEGETAL


Bastante usada na culinária, a batata transformou-se em uma fonte de energia renovável por pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel. Uma única fatia do tubérculo pode gerar 20 horas de luz, enquanto várias fatias são capazes de produzir energia para alimentar equipamentos médicos simples e até mesmo um computador. O detalhe é que a batata tem que ser cozida, já que a temperatura de ebulição rompe as membranas de suas células, liberando os seus eletrólitos naturais, responsáveis pelo fluxo elétrico. A capacidade de produzir e utilizar energia elétrica de baixa potência foi demonstrada com a construção de um sistema diodo emissor de luz alimentado por células de batata, que funciona de forma semelhante a uma bateria convencional, com dois eletrodos, um de zinco e outro de cobre, separados por um eletrólito, no caso o tubérculo.

Engenharia agrícola

Regiões de risco em São Paulo
  As perdas produtivas na avicultura de corte, provenientes de climas com temperaturas diárias elevadas, são potencialmente  de grande magnitude, pois abrangem perdas diretas e indiretas. As pesquisa ""Avaliação de risco á produção de frango de corte do estado de São Paulo em função da temperatura ambiente", de Douglas D. Salgado, doutor em engenharia agrícola, e Irenilza de A. Nääs, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), teve a finalidade de apontar  os municípios localizados onde há mais risco de temperaturas extremas diárias. Os dados históricos meteorológicos de temperaturas diárias máximas e mínimas, fornecidos pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas á Agricultura (Cepagri/Unicamp), foram adaptados para análise estatística, descritiva e exploratória. O trabalho indicou que os municípios da região oeste o estado de São Paulo foram os mais suscetíveis a apresentarem perda na produção avícola devido ás temperaturas ambientais, sendo recomendado maior cuidado com o excesso de calor nos alojamentos das granjas. Também foi constatado que os valores médios e medianos das temperaturas mínimas são bons preditores do risco, em razão da alta associação entre o risco e essas variáveis.
 Engenharia Agrícola - vol.30 - N°3 - Jaboticaba - Jun. 2010
ARMAS VEGETAIS

Na busca por ampliar o arsenal contra o mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, um grupo da Universidade Federal de Alagoas, da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia e do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas pediu reforço ás plantas. Os pesquisadores testaram 94 extratos retirados de 10 espécies diferentes de plantas comuns na Região Nordeste, e verificaram que seis dessas espécies têm potencial contra larvas do mosquito. O resultados, publicados na Parasitology Research, mostram que talvez seja possível usar essas plantas como um inseticida mais barato. Sobretudo, os achados abrem novas portas na busca por princípios ativos letais contra esses mosquitos responsáveis, a cada ano, por infectar cerca de 50 milhões de pessoas.
ENCOSTAS PRESERVADAS

A necessidade de manter no lugar as encostas da serra do Mar nem sempre é evidente. A incidência de deslizamentos muitas vezes é intensificada por alguns  fatores, como a poluição e a ocupação desordenada na base dos morros.  Entender a regeneração é um passo importante, e é isso que pesquisadores do Instituto de Botânica, em São Paulo, e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) vêm estudando em duas áreas na Baixada Santista, sendo artigo na edição mais recente da Revista Árvore. O grupo verificou a importância das plantas herbáceas na colonização inicial das áreas que sofreram deslizamentos e danos ao solo. Para eles, desde que a erosão tenha sido superficial, é possível usar esse conhecimento para acelerar a recuperação de encostas degradadas nessas áreas onde a ocupação humana causa grandes estragos.
O BANHO DAS FORMIGAS


Quando Os seres humanos começaram a cultivar alimentos há 10 mil  anos, as formigas já eram agricultoras. Há 50 anos milhões de anos cuidam com zelo das plantações de fungos que lhes servem de comida. E têm de ligar com pragas: microrganismos que eliminam os jardins de fungos. Em experimentos feitos em parceria com pesquisadores da Inglaterra, a bióloga Juliane Lopes Santos, da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, constatou que muitas formigas mantêm um ritual de limpeza que evita a contaminação da prole e da plantação de fungos. Observando ninhos em laboratório, os biólogos verificam que 90% das formigas quenquém da espécie Acromyrmex subterraneus, consideradas pragas na agricultura brasileira, se limpam assim que voltam ao ninho. Testes com as formigas cortadeiras Acromyrmex echinatior indicam que elas se limpam com mais cuidado na presença do fungo cultivado (Current Biology).
TEMPESTADE SOBRE
A AMAZÔNIA

Uma sequência de tempestades tropicais intensas, com ventos que saem das nuvens e chegam á superfície de forma explosiva, em velocidades de até 145 quilômetros por hora, derrubou milhões de árvores na Amazônia em janeiro de 2005. Com  base em imagens de satélite e observações de campo, o grupo coordenado por Robison Negrón-Juárez e Jeffrey Chambers, da Universidade Tulane, Estados Unidos, concluiu que um fenômeno meteorológico conhecido como linha de instabilidade, que consiste num aglomerado de tempestades com cerca de 1.000 quilômetros de comprimento e 200 de largura, cruzou a Amazônia no sentido sudoeste-nordeste, espalhando  chuvas pesadas e ventos explosivos que abriram clareiras de até 30 hectares e causaram mortes e destruições nas cidades de Manaus, Manacaparu e Santarém (Geophysical Research Letters). Segundo Carlos Raupp, pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que participou desse trabalho, a quantidade de árvores caídas pode equivaler a 23% do total de dióxido de carbono (C0²)que a Floresta Amazônica capta da atmosfera em um ano. "Em geral, um clima mais quente pode trazeer mais tempestades severas, porque a atmosfera consegue reter mais vapor-d'água", diz Raupp. Assim, linhas de instabilidades como a de janeiro de 2005 podem causar estragos piores na Amazônia no futuro.

DENTADAS DO PASSADO


Por volta de 90 milhões de anos atrás, no período Cretáceo, crocodilo era o que não faltava na região onde hoje é o interior do estado de São Paulo. Havia  na época uma grande diversidade de espécies de crocodilos do grupo Bauru, que incluíam baurussuquídeos, ambos com dentes serrilhados e curvados paratrás, segundo revelam registros fósseis. Seu alcance estava longe de ser restrito á região de Bauru, e agora o paleontólogo Felipe Montefeltro, do Laboratório de Paleontologia na Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, mostrou pela primeira vez, com base em material fóssil bastante completo, que esses baurussuquídeos também viviam onde hoje está o município de Campinas Verde, no Triângulo Mineiro. "Num afloramento que não tinha sido estudado, encontramos cinco crânios muito bem preservados, além de outros ossos", conta o pesquisador, que apresentou seu trabalho em julho no Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados, que reuniu especialistas na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)."Pelo menos um deles é uma espécie nova, e encontramos possíveis filhotes também. "O grupo continuará a estudar a região, que promete ampliar o conhecimento da fauna do Cretáceo.

REDESCOBRINDO PARTÍCULAS

Físicos de partículas do mundo todo se reuniram em Paris em julho para compartilhar os resultados mais recentes da área. No encontro, coordenadores dos principais experimentos do Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, instalado no Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), apresentaram as medições feitas nos três primeiros meses de operação do equipamento á energia de 3,5 teraelétron-volts (3,5 vezes superior á dos outros aceleradores). Nessa fase, os detectores do LHC estão redescobrindo partículas já detectadas antes.  "O número de colisões ainda é pequeno para permitir novas descobertas", explicou o físico Sérgio Novaes,  da Universidade Estadual Paulista, que integra um dos experimentos. "Parece que o Modelo Padrão está  funcionando como esperado", disse Rolf Heuer, diretor do Cern.  "Agora cabe á natureza nos mostrar o que há de novo"

AQUECIMENTO ENGORDA

Filhotes de marmota nascem cada vez mais cedo no ano

As marmotas são a favor do aquecimento global. Pelo menos é o que mostra o trabalho de Arpat Ozgul, do Imperial College London, em artigo destacado na capa da Nature em 22  de julho. Ao analisar dados colhidos ao longo de 33 anos numa população de marmotas (Marmota flaviventris)do Colorado, nos Estados Unidos, ele mostrou que os simpáticos roedores estão ficando mais gordos e mais abundantes. Isso é consequência do aumento da temperatura, que vem abreviando o período de hibernação. Como passam cada vez menos tempo fora de ação,a menores durante o inverno. Despertando mais cedo e menos debilitadas, a cada ano as marmotas conseguem se reproduzir mais cedo -  e os filhotes, por sua vez têm mais tempo para ganhar peso antes de entrar em hibernação. Por  enquanto parece bom para elas. Pelo menos até terem problemas decorrentes da superpopulação ou até o calor se tornar  nocivo para esses animais afeitos ao frio.




terça-feira, 22 de maio de 2012

ENXAME DE FARMACÊUTICAS

O mel já é ingrediente comum em pastilhas para a garganta e xaropes contra a tosse. Crendice? Longe disso, segundo um grupo da Universidade de Amsterdã, na Holanda. A equipe liderada por Sebastian Zaatde usou um método novo para isolar os componentes do mel com ação antibiótica e os testou contra vários tipos de bactéria resistentes ao antibióticos tradicionais, segundo artigo publicado em julho no FASEB Journal. O grupo demonstrou que o efeito microbicida do mel depende da ação em conjunto de  uma série de compostos. Alguns deles,  como o peptídeo defensina-1, têm como papel preponderante manter as colmeias livres de um amplo aspecto de bactérias. Esse peptídeo faz parte do sistema imunológico das abelhas Apis mellifera, que o acrescentam ao mel, contribuindo para a conservação dessa fonte  de alimento. O achado pode servir como ponto de partida para a busca de novos antibióticos. Também pode ajudar a compreender melhor o funcionamento do sistema imunológico das abelhas e a orientar a criação de linhagens mais resistentes desse inseto, essencial para a agricultura.

HUMOR CINZENTO

Dias cinzentos costumam ser associados á melancolia. Não é á toa, segundo a equipe coordenada pelo psiquiatra Ludger Tebarst van Elst, da Universidade Albert Ludwing, na Alemanha: a visão em tons cinzentos está associada á depressão. O grupo avaliou a retina de 40 pessoas com depressão clínica - metade delas em tratamento com antidepressivo - e 40 voluntários saudáveis, e verificou que o contraste entre claro e escuro é muito menor na visão dos deprimidos. As análises de eletrorretinograma por padrão mostraram que antidepressivos têm um efeito muito sutil na visão, e que quanto mais grave a depressão, maior a perda de contraste (Biological Psychiatry).O achado pode servir como diagnóstico e para estudar depressão em modelos animais

terça-feira, 15 de maio de 2012

AS CATARATAS DO IGUAÇU
 Os indíos do Paraná contavam uma lenda muito bonita a respeito das Cataratas do Iguaçu.
  "Era uma vez uma moça bonita, chamada Naipi.
  O pai de Naipi era o cacique igobi que dirigia a tribos dos índios caigangues.
  Eles moravam á beira do rio Iguaçu.
  Naipi era tão bela, qur ás vezes o rio parava só para vê-la.
 O deus Embu, filho do grande deus Tupã, gostou de Naipi. Mas a linda Naipi não gostou do Embú.
  Ela preferiu casar-se com o guerreiro Tarobá. Embu ficou muito triste e mergulhou no fundo do rio Iguaçu. Tão  fundo que abriu um buraco enorme.  E as águas do rio, caindo no buraco, formavam uma maravilhosa cachoeira.
  E assim surgiram as cataratas do Iguaçu.
  As cataratas do Iguaçu são quedas-d'-águas formadas pelo rio Iguaçu, afluente do rio Paraná. Elas se localizam no trecho em que o rio serve de fronteira entre o Brasil e a Argentina.
  Portanto, as cataratas estão repartidas entre aqueles dois países.
  A largarua total das cataratas é uns três quilomêtros e, constituíndo diversas quedas separadas  por ilhas, dentre as quedas, se destaca o Salto de Santa Maria, com 80 metros de altura.
  As cataratas do Iguaçu constituem uma das mais notáveis maravilhas naturais da América do Sul. Elas são formadas por 21 saltos principais.