sexta-feira, 29 de junho de 2012

''NÃO PENSAVA
 EM ROUPAS.
 TENTAVA MUDAR
 O PAÍS''
Ela foi militante política nos anos 70, presa, torturada teve o pai assassinado por um militar. Anos depois, tornou-se ministra da Defesa e presidenta do Chile. Hoje, defende os direitos das mulheres na Organização das Nações Unidas e sabe, de perto, como é enfrentar preconceitos.
Por Marina Caruso 
  Na psicologia, a capacidade de superar traumas e sair fortalecido deles chama-se resiliência. A palavra, também usada para definir o potencial de um objeto de retomar sua forma depois de uma deformação, encaixa-se bem a ex-presidenta do Chile. Michelle Bachelet, 61 anos. Atual diretora-executiva  da ONU Mulheres _ braço das Nações Unidas criado para combater a violência e a desigualdade de gênero _ Michelle expandiu os limites da resiliência. Transformou os próprios traumas em algo melhor para si e para os outros. Depois de ser presa e ter o pai, o brigadeiro Alberto Bachelet, assassinado durante a ditadura, formou-se em medicina e pós-graduou-se nas Forças  Armadas e na Academia de Políticas Estratégicas do Chile. "Precisava disso para entender a ditadura que levou á morte 40 mil chilenos'', diz. Mãe de três filhos (Sebastian, 33, Francisca, 28 e Sofia 19)e separada duas vezes (uma do arquiteto Jorge Dávalos e outra  do epidemiologista Aníbal Henriquez), Michelle foi a primeira mulher a ocupar o Ministério da Defesa e, depois, a Presidência da República em um país onde até pouco tempo atrás nem o divórcio era permitido.
 De passagem pelo Brasil para a Terceira Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, ela conversou com MarieClaire em diferentes momentos; no Palácio do Planalto, em Brasília, no morro do Cantagalo, no Rio, e no hotel em que esteve hospedada. Em todos eles _ abraçando uma líder comunitária ou cumprimentando com beijinhos a presenta Dilma _ sorriu com gentileza. Prova de que é perfeitamente possível  ser firme "sin perder la ternura".



Nenhum comentário:

Postar um comentário