quarta-feira, 23 de maio de 2012

TEMPESTADE SOBRE
A AMAZÔNIA

Uma sequência de tempestades tropicais intensas, com ventos que saem das nuvens e chegam á superfície de forma explosiva, em velocidades de até 145 quilômetros por hora, derrubou milhões de árvores na Amazônia em janeiro de 2005. Com  base em imagens de satélite e observações de campo, o grupo coordenado por Robison Negrón-Juárez e Jeffrey Chambers, da Universidade Tulane, Estados Unidos, concluiu que um fenômeno meteorológico conhecido como linha de instabilidade, que consiste num aglomerado de tempestades com cerca de 1.000 quilômetros de comprimento e 200 de largura, cruzou a Amazônia no sentido sudoeste-nordeste, espalhando  chuvas pesadas e ventos explosivos que abriram clareiras de até 30 hectares e causaram mortes e destruições nas cidades de Manaus, Manacaparu e Santarém (Geophysical Research Letters). Segundo Carlos Raupp, pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que participou desse trabalho, a quantidade de árvores caídas pode equivaler a 23% do total de dióxido de carbono (C0²)que a Floresta Amazônica capta da atmosfera em um ano. "Em geral, um clima mais quente pode trazeer mais tempestades severas, porque a atmosfera consegue reter mais vapor-d'água", diz Raupp. Assim, linhas de instabilidades como a de janeiro de 2005 podem causar estragos piores na Amazônia no futuro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário